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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A Coquelux antecipa o Natal para você

Artigo publicado originalmente no portal Homem na Cozinha

Em julho tivemos aqui no Homem na Cozinha uma participação do clube de compras Coquelux. Na ocasião tínhamos alguns produtos bastante ligados à nossas receitas em preços bastante diferenciados (tão diferenciados que eu fiz uma super compra de vinagres e diversas opções de sal e temperos).

Eis que agora, na véspera do Natal, a Coquelux volta com algumas agendas que podem interessar bastante aos nossos leitores.

Para quem não conhece, a Coquelux é um clube de compras de produtos selecionados e de altíssima qualidade, com frequentes eventos. Por ser um clube de compras, é necessário receber um convite para associação (sim, todos os links que apresentamos aqui são convites para você que não tem cadastro) e verificar os eventos de seu interesse.

Como já disse anteriormente, o Natal está chegando e nada melhor que essa super oportunidade para comprar vinhos, massas, azeites e queijos das lojas Vinea e Caseus com excelentes descontos. Você pode comprar para presentear alguém ou para garantir as ceias de festas de final de ano.

Selecionei abaixo alguns produtos que julguei interessantes, mas recomendo que você faça o cadastro e conheça todas as linhas de produtos, pois os preços estão realmente excelentes.


Reprodução



A Sommelier Eliana Araújo define esse vinho Monte Reale Sangiovese: Um rubi intenso, sabor de cerejas maduras com bom frescor, taninos potentes com estrutura para acompanhar carnes untuosas, risotos, massas.
Temperatura de serviço deve ser entre 16 graus a 18 graus, abrir com 20 minutos de antecedência.Ele permite guarda, isso é, você pode comprar para deixa-lo um tempo em sua adega.Preço Coquelux – de R$ 42 por R$ 28.





Reprodução




Esse vinho Malbec, o Pasion 4 Malbec da região de Mendonza possui 88 pontos na graduação de Robert Park que o definiu assim: Rubi intenso com brilho e limpidez.
Um vinho expressivamente frutado, com boa integração de passagem em carvalho americano.Os frutos vermelhos associados as notas de baunilha e chocolate são oriundos do carvalho, este tempo deixou os taninos muito aveludados.Esse é um vinho pronto, isto é, você pode consumi-lo nesse natal. Preço Coquelux: de R$ 42 por R$ 32.






Reprodução



Esse espumante Espanhol – Cava Castell D Olerdola Brut – é uma excelente opção para a celebração das festas de final de ano.

Estas uvas são ideais para surpreender convidados e degustadores experientes, um espumante com boa frutuosidade, notas cítricas que lembram lima/limão com de panificação muito elegantes. O perlage é fino e finaliza com delicado mouse, a temperatura de serviço deve ser entre 08 graus a 10 graus.
Um espumante que pode ser degustado com finger foods, entrada saladas, sashimi, peixes , ostras e mariscos. Para finalizar a salada ou peixe branco, adicione um fio dourado de azeite com tartufo bianco. Preço Coquelux: de R$ 49 por R$ 33.



O artigo, na íntegra, pode ser consultado no link.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bodas de Prata: Obrigado, Sir!

Texto publicado, originalmente, no fã clube brasileiro do Manchester United.

Ao falarmos em futebol, logo lembramos dos jogadores mais bem remunerados, das contratações milionárias e dos gols mais bonitos que assistimos. É raro destacarmos o trabalho de um treinador como o grande fator de uma conquista. Dificilmente percebemos o quanto um técnico pode acrescentar para a prática deste esporte. Porém, Alex Ferguson é o oposto disso tudo e pode ser considerado um dos personagens principais da história de um clube. Estar no comando há tanto tempo é algo raro no futebol, principalmente no Brasil, que observa a ruína de profissionais a cada derrota dos seus respectivos times.


Alex Ferguson pode e deve ser considerado o principal responsável por promover o nome do Manchester United ao topo, consagrando o clube como um dos mais conhecidos e bem sucedidos do planeta. Mascar seu "chicletinho" durante todas as partidas está longe de ser a única marca do seu trabalho. O "velhinho" é o grande autor da reformulação ocorrida no clube no fim dos anos 80. A remodelação na estrutura do grupo de jogadores e da política de contratações foi responsável pela construção de gerações que possibilitaram inúmeras conquistas. Além disso, como treinador, ninguém ganhou mais títulos do que ele na história do futebol inglês. Nenhum outro técnico permaneceu por tanto tempo no time de Old Trafford. Foi o primeiro técnico de um time inglês a ganhar a Tríplice Coroa (Premier League, Copa da Inglaterra e Champions League).




Ferguson ultrapassou Sir Matt Busby, e agora é o técnico mais longevo da história do United / Site oficial Man Utd


O 19º título do Campeonato Inglês foi o ápice dessa trajetória vitoriosa. Se no início da década de 90, alguém tivesse a audácia de falar que o United ultrapassaria o Liverpool em número de títulos ingleses, certamente, seria considerado um tremendo desvairado. O último título dos Reds, em 1990, deixava o placar em 18 a 7 para o time da terra dos Beatles. E, para completar, o United não conquistava a competição desde 1967. Entretanto, hoje, 21 anos depois, o marcador é 19 a 18 para os Red Devils.


Portanto, com tais fatos e conquistas, ouso a dizer que, até hoje, ninguém é maior do que Sir Alex Ferguson na sua área de atuação. Homenagens, prêmios e reverências são fundamentais para premiar a carreira de um homem que, com o tempo, aprendeu a vencer e tornou-se referência na sua profissão. Faltarão premiações e condecorações para simbolizar tudo aquilo que Sir Alex Ferguson é, não só para o Manchester United, mas também para o futebol. Responsável pela seguinte frase: "Nenhum jogador é maior do que o clube", ele tem razão. Nenhum jogador é maior, porém ele mesmo provou que um treinador pode ser tão grande ou até maior que um clube. Parabéns, Sir. Que esse casamento vitorioso com o Manchester United dure por muitos anos.

"Se por trás de todo homem existe uma grande mulher, por trás do United existe mais que um excelente treinador, existe alguém que ama o que faz e tem sucesso comprovado".


SAF, como é chamado entre os torcedores, também tornou o United a equipe com mais títulos ingleses da história / Site oficial Man Utd


Um escocês de 69 anos, ganhador de quase 40 troféus que está há um quarto de século comandando um dos maiores clubes do planeta. Mais de 1.400 partidas, tornando-se, assim, o treinador que permaneceu por mais tempo à frente do Manchester United. Este é Sir Alex Ferguson, que, no último sábado, 5, completou 25 anos à  frente do time vermelho de Manchester.



Confira vídeo em homenagem a carreira do Sir abaixo:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Produção de cerveja gourmet em São Pedro

Tulipa Red Lager.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto
Saudações leitores do Alfa PUB.

Peço desculpas pela escassez de postagens nessa semana, devido a alguns problemas técnicos, logísticos e uma pequena crise de criatividade. Mas seguimos então com um tema ébrio para re-estrear o blog, que, como vocês vêem, está de cara nova.


Pilsen ou Red Lager?

Cerveja. Assunto e bebida comum no universo masculino, não poderia deixar de aparecer no Alfa PUB, então aproveitei a cervejaria aqui da cidade de São Pedro-SP, a Halb Zehn Bier, para buscar      conhecimento sobre o néctar sagrado.

Tulipa Pilsen.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto
A Halb Zehn Bier produz dois tipos de cerveja: a Pilsen e a Red Lager. 


A Pilsen é preferência nacional, segundo o mestre cervejeiro Domingos Mazzeo Jr. Por ser mais leve e suave, adequada ao clima tropical, você acaba consumindo em maior quantidade. Totalmente diferente a Red Lager, que pode ser chamada de cerveja gourmet e, de acordo com Mazzeo Jr., é indicada para quem gosta de degustar bebidas refinadas. Essa cerveja se caracteriza primeiro por ser mais escura que a Pilsen e bem mais encorpada. Outra característica instigante é que ao engolir a Red Lager você não fica com aquela sobra de sabor amargo na boca, um aroma levemente doce se mantém durante algum tempo, o que torna mais apreciativa a degustação.


Esses dois tipos de cervejas produzidas pela Halb Zeh Bier seguem a linha das cervejas europeias - mais encorpadas e saborosas - que se deve a exigência dos consumidores, segundo Mazzeo Jr., que buscam por produtos de qualidade superior ao que estamos acostumados no padrão nacional. O preço da cerveja é bem acessível, cada tulipa, seja de Pilsen ou Red Lager, custa R$ 3,50, ou seja, só não bebe uma cerveja de qualidade quem não quer.

Mazzeo Jr. faz parte da segunda geração de cervejeiros da família, pois o pai foi um apaixonado pela profissão, com quem começou a trabalhar aos 14 anos. Chegou a exercer a função na fábrica da Caracu, em Rio Claro, que depois passou a ser da SkolBrahma até a união das cervejarias que formou a AMBEV, onde se aposentou. Confira a seguir a entrevista com o mestre cervejeiro.





De acordo com Mazzeo Jr., o Brasil é autossuficiente na produção do malte para cerveja, porém a maior parte da produção é comprada pela AMBEV. A compra do malte que sobra gera uma concorrência entre as cervejarias independentes que necessitam dessa matéria prima. Por esse motivo e também pela busca de qualidade superior, a Halb Zehn Bier importa malte da Alemanha.



Balcão do bar: onde você pode ancorar
e degustar a cerveja.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto
Conversei também com o gerente e responsável pelo marketing da empresa, Donizete Lima, que contou sobre a história da Halb Zehn Bier e algumas curiosidades.

A cervejaria nasceu da parceria entre o Domingos Mazzeo Jr. e seu amigo Claúdio Gimenez, inaugurando o estabelecimento em 2010.

Os tanques de fermentação ao fundo
formam um cenário peculiar. As cervejas
são produzidas no local.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto
Segundo Lima, o nome da cervejaria foi sugerido por Cláudio, baseando-se no horário da maioria dos brew pubs germânicos, especialmente na região de Munique, que abrem tipicamente às nove e meia da manhã, ou seja, halβ zehn. O nome também pode ser relacionado à qualidade da cerveja, pois como nada é absolutamente perfeito, o chope halb zenh não é nota dez, mas com certeza merece um nove e meio.



Serviço

Tanques de fermentação.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto
A cervejaria Halb Zehn Bier fica na Avenida dos Imigrantes - 647, São Pedro-SP.
Fone: (19) 3483-3009. Perfil no Facebook.


Veja no mapa abaixo como chegar...


Visualizar Cervejaria Halb Zehn Bier em um mapa maior

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Brotas, o potencial do ecoturismo

Por Erick Tedesco

A interiorana Brotas, a 110 quilômetros de Piracicaba, permeia a memória do brasileiro, ou ao menos deveria, quando o assunto é o cantor Daniel. O nome do brotense é constantemente falado entre os moradores da cidade, ora em forma de piadas – que rememora também João Paulo, seu parceiro falecido em acidente de carro em 1997 – ora em tom de orgulho e respeito pela celebridade que muito fez (e faz) pela terra natal, como a reforma do cinema, mas principalmente por evidenciá-la além do recorte geográfico no Estado de São Paulo.

E o que Brotas oferece em troca é o ecoturismo e a infraestrutura necessária para a prática, como pousadas, hotéis-fazenda, agencias de turismo, lojinhas com souvenirs e restaurantes, que por si só estão adequados para serem atrativos turísticos. Em relação ao que oferece cidades do entorno, Brotas, principalmente devido ao esforço da Abrotur (Associação das Empresas de Turismo de Brotas e Região), potencializou os recursos naturais e, hoje, são explorados por pessoas competentes e que souberam, com inteligência, inseri-los na rota do Turismo de Aventura. Arvorismo, tirolesa, rapel, cachoeirismo, rafting, bóia-cross, trilhas em mata densa e canionismo são algumas atividades, indicadas para pessoas de qualquer faixa etária. As atividades de água são no rio Jacaré-Pepira.


Brotas tem se desenvolvido para ser a capital do ecoturismo no Estado de São Paulo, com rafting e cachoerismo // Divulgação

A Abrotur foi formulada – e criada – por empresários locais no intuito de organizar Brotas para ser, de verdade, uma cidade turística, enfocando o ecoturismo. Para tanto, novos restaurantes foram construídos, mais agências foram regulamentadas e áreas, até então apenas mato, foram transformadas em parques e algumas cachoeiras, em propriedades privadas, estruturadas ao turismo. A associação é o trabalho conjunto destes setores.

A iniciativa também popularizou, entre os próprios brotenses e moradores de cidades vizinhas, como Santa Maria da Serra, Itirapina e Torrinha, a entender o ecoturismo como possibilidade de trabalho. Eles começam como freelancers em agências, como instrutores, e podem atingir a profissionalização ou buscar outro tipo de atuação. Todos eles passam por treinamento e conhecem os equipamentos, roteiros e cuidados a serem tomados com os turistas.

Evandro Frasoni, presidente da Abrotur e dono do hotel-fazenda Areia Que Canta, explica que a associação é constituída por 35 hotéis e pousadas, mais de 15 restaurantes, nove agências e 10 sítios turísticos. Em seu estabelecimento, um requintado – e enorme – espaço campestre, era antes pequeno sítio, mas agora tem 50 apartamentos, centro de eventos, quadras esportivas, lagoa para caiaque, trilhas, pomar salão de jogos, pequeno museu com objetos de fazenda.

O Areia Que Canta ainda oferece uma curiosa atividade: o birdwatching, que, como sugere o nome em inglês, é a observação de 172 espécies que rodeiam o hotel-fazenda, um cerrado. E a areia na nascente, branca e fina, 100% quartzo, ao ser friccionada emite som, por isso o nome “areia que canta”. São tantas opções que o turista poderia permanecer no hotel e aproveitá-lo por completo.

Arvorismo, tirolesa, rapel, cachoeirismo, rafting, bóia-cross, trilhas em mata densa e canionismo são algumas atividades, indicadas para pessoas de qualquer faixa etária // Divulgação


No entanto, existe turismo lá fora e é quando Brotas se mostra maior do que apenas a cidade do cantor Daniel, de uma ou outra cachoeira ou ainda de uma cidade para relaxar e respirar o ar do interior paulista. No Recanto das Cachoeiras, por exemplo, o Arvomix engloba arvorismo, tirolesa e rapel e, já nas primeiras etapas das 13 nos andaimes entre as árvores entende-se porque são enquadrados no “turismo de aventura”. O estabelecimento também oferece piscinas e pequena cachoeira, além do restaurante com comida de fazenda.

As opções de restaurantes no Centro de Brotas, no esquema de tudo o que se faz e procura na cidade, dependem de quanto se quer gastar. O mais novo é o Brotas Bar, com três ambientes e que sintetiza, através de elementos decorativos, de bom gosto, o ecoturismo brotense. A proprietária, Daniela Sanchez, conta que mais três espaços serão inaugurados em breve no prédio onde funcionava uma pensão. É dela, também, o pomposo ecoresort Recanto Alvorada, entre Brotas e Torrinha. Brotas, a cidade do cantor Daniel, soube fazer a sua própria fama.

Confira vídeo sobre a cidade:


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Repercussão do ALFA Pub

- A matéria "Kid Vinil: a situação atual da música brasileira", publicada originalmente aqui, no ALFA Pub, teve mais de 6.000 visualizações no maior portal de Rock e Heavy Metal da América Latina, o Whiplash!.

O texto e a entrevista, coordenadas pelos repórteres Thiago Sanchez Gaspareto e Bruno Bianchim Martim, rendeu ainda mais de 30 comentários postados no site. O número de visualizações fez da matéria uma das mais lidas durante a primeira quinzena do mês de outubro no portal. Os vídeos tiveram, juntos, mais de 3.000 acessos.

- A entrevista também foi publicada no site RockDF, portal que dissemina o movimento da cena roqueira na capital do país.


- Por último, o blog também teve seu nome divulgado no site do jornal A Tribuna Piracicabana




Visualizações ultrapassaram a marca das 6.000 // Reprodução




Logo após ser publicada, entrevista chamou atenção de frequentadores do site // Reprodução


                                                   

O PUB Alfa agradece a repercussão e atenção obtida nos veículos!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estágio Terminal!

O Cine-Teatro São Pedro, no dia 6 de outubro em São Pedro-SP, apresentou a première do filme Estágio Terminal, produzido e dirigido pelo cineasta piracicabano Lauro Pinotti.

O cineasta piracicabano Lauro Pinotti.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto

O evento contou com a participação da banda Retroverso, cujas músicas do álbum intitulado CD 3 formaram a trilha sonora do filme. Destaque para a música "Mais um dia", que, como comentou Pinotti, dá o clima romântico em algumas cenas de Estágio Terminal. Outro detalhe é que o elenco deste filme conta com atores de teatro, não habituados em fazer cinema, tanto que é notável em suas atuações um certo exagero quanto às expressões verbais e corporais, estética que prevalece no palco e não na telona. O orçamento deste filme foi de apenas R$ 400,00.




Você pode conferir, a seguir, os trailers do filme e o debate com Lauro Pinotti.

       
    

O filme trata da saga de um repórter policial que almeja descobrir o que faz um homem cometer crimes: a loucura, a insanidade que atinge seu estágio terminal ou a falta de religiosidade? Fica a problemática proposta pelo cineasta.


Entrevista - Parte I



Entrevista - Parte II




Fotos da apresentação da banda piracicabana Retroverso, na première de Estágio Terminal...




Estágio Terminal, anunciado na portaria do Cine-Teatro São Pedro.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Estamos no Whiplash!

Novidades galera!

As matérias que levam "música" como tema, aquela com o gaitista Marcio Maresia, e a mais recente, com o ícone oitentista Kid Vinil, também podem ser encontradas no site Whiplash, o maior portal jornalístico de heavy e rock da América latina.

Para ver as matérias no Whiplash, basta clicar nos links abaixo com os nomes de cada uma...





Saudações da equipe Alfa PUB!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Kid Vinil e a situação atual da música brasileira

Se alguém diz "anos 80!", logo se lembra de uma figura icônica: Kid Vinil.

Esse senhor que você provavelmente conhece por cantar músicas como "Tique tique nervoso" e "Sou boy", mas talvez não tenha a dimensão trouxe o punk rock e a new wave para o Brasil, em seus tempos de rádio.

Kid Vinil, em entrevista no SESI Vila Industrial - Piracicaba-SP.
Foto: Thiago Sanchez Gaspareto
Kid Vinil é grande apreciador e entusiasta da cena musical alternativa - aquela que não aparece na grande mídia, ou, melhor dizendo, aquela que quase ninguém conhece -, coloca em questão - e em xeque - a qualidade da música que é produzida pela nova geração de artistas divulgados pelos programas de TV e rádios FM em todo o país.

Você confere esta entrevista assistindo os vídeos a seguir. Se quiser, também, comente o post... nós, do Alfa PUB, queremos saber a sua opinião!



PARTE 01


PARTE 02


A entrevista foi concedida no dia 24 de setembro, antes de sua apresentação no SESI Vila Industrial, em Piracicaba - SP.



Kid Vinil ganhou também uma cópia do documentário Monsters Of Cover,
produzido pelo grupo do Alfa PUB.
Na foto: Thiago Sanchez Gaspareto, Kid Vinil e Bruno Bianchim Martim.
Foto: Renan Freitas

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rock in Rio: Muito além de apenas um negócio

Por Erich Vallim Vicente


Às vésperas do show de Ivete Sangalo no Rock in Rio – ela toca sexta-feira, 30, no Palco Mundo –, a polêmica sobre as atrações do festival retorna com mais força. As mesmas críticas já desferidas para Cláudia Leite, Katty Perry, Rihanna etc, de que por se tratar de um evento de “rock” – o qual, pelo menos, leva a palavra no nome – elas não deveriam estar lá, abrindo espaço para bandas que, de fato, tocam o estilo. A crítica é, sem dúvida, uma reivindicação justa, já que todos estes artistas têm espaço em eventos de seus respectivos estilos.


Porém, o Rock in Rio é, antes de tudo, um negócio, aliás, um grande negócio, baseado em seus artistas. Usa, é verdade, ecos de uma história, supostamente gloriosa, para fazer valer seu status de principal festival de rock (?) da América Latina. Então, como uma coisa (negócio) depende de outra (ecos de sua história), acontece essas escabrosidades de, no mesmo dia do show de Cláudia Leite, haver uma homenagem a Freddie Mercury, vocalista do Queen, uma das maiores bandas da Inglaterra e do mundo, e presença no Rock’n Rio, em 1985.


Andreas Kisser, do Sepultura, foi uma das bandas que se apresentou nesta edição do Rock in Rio. Foto: divulgação.


Mas aí, alguém pergunta qual o problema de artistas de axé, pop etc se apresentarem num festival só porque ele leva “rock” em seu nome? De fato, nu e cru, parece não haver nenhum problema. Se o rock não estivesse tão atrelado à formação de gerações inteiras, se não tivesse sido uma música que, a cada época, se reinventasse, seja para pedir paz e o fim de guerras, com os hippies dos anos 1970; criar “universos paralelos", como faz o heavy metal do Iron Maiden, ou, ainda, para tecer uma crítica social mais direta, como o punk.


Pode parecer pouco, mas não é. Nesta terça-feira, 27, punks do Brasil inteiro tiveram uma perda irreparável. Aos 49 anos, faleceu Redson Pozzi, fundador da banda Cólera, uma das mais importantes do cenário brasileiro e, quem sabe, da América Latina. Uma pessoa, inclusive, com forte ligação com Piracicaba e região, não só por ter tocado aqui por diversas vezes ao longo de três décadas, mas por ter mantido amizade com muitos piracicabanos. Diferente da maioria dos artistas, do rock ou não, Redson negou o sucesso a qualquer custo e se absteve de transformar sua banda apenas numa marca “de ecos de um passado supostamente glorioso”, como acontece aos montes no cenário musical do País.


Redson, do Cólera, que era um dos principais expoentes da cena punk brasileira. Foto: divulgação.


É irônico que Redson tenha morrido na semana do Rock in Rio, do qual uma das próximas atrações será a cantora de axé Ivete Sangalo. Ele era alguém que tinha a música e suas letras como uma extensão da sua própria conduta como ser humano, e era de toda a importância haver legitimidade entre o que cantava e fazia. Talvez Redson não vá receber homenagens pomposas do Rock in Rio, mas mereceria, por se tratar de alguém tão sincero com aquilo que acreditava, valor tão carente nos dias atuais, não só da indústria fonográfica, mas na sociedade em geral.


Então, quando alguém criticar axé num festival de rock, não se assuste; para muitos, é como subverter algo que vai muito além do que apenas negócio.



Redson deixou a mensagem: Deixe a terra em paz!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Blues americano, jeito brasileiro

O gaitista blueseiro
Marcio Maresia. (Foto: cortesia do site)
No seu primeiro álbum escrito todo em português, "Blues Brasileiro", de 2009, o gaitista jundiaiense, Marcio Maresia, adaptou a linguagem melancólica do blues a sua realidade de vida. Ele buscou inspiração em fatos rotineiros para compor a obra.


     Confira o blues de Maresia no Palco MP3...
     Clique na imagem abaixo!
     


"O pessoal sempre ouvia as músicas em inglês e nem sempre entendia. Então, resolvi me adaptar a essa realidade e compor um disco todo em português, explicou o músico, ao enfatizar que seus dois primeiros lançamentos eram fincados em composições na língua inglesa.


De acordo com o gaitista, a inspiração para escrever as letras do disco surgiu de várias formas. "As vezes ouço uma notícia, leio algo, vejo uma paisagem. A inspiração vem onde você estiver e como estiver. Acho que o som tem a minha cara", conta Maresia, que tem mais de 17 anos de carreira.


O blues não tem gênero, é para homens e mulheres. Esta é a forma como ele define a estética da música que o estilo retrata, sejam tristezas, alegrias, amores, desamores ou sobre o sofrimento dos negros americanos do passado.


"O blues é para dançar. Não é uma coisa parada, e assim sempre foi desde a década de 1930. O pessoal dança e, hoje em dia, a coisa está nesse patamar. Quem gosta de dançar acompanha o estilo", garante Maresia.


Na década de 30, cantos de blues, como Bessie Smith, eram populares e, na maioria das vezes, marginalizadas, conforme ele. Porém, foi nessa mesma época, segundo Maresia, que se consagraram grandes ícones do blues como Robert Johnson, Muddy Waters, Etta James, Koko Taylor e Little Walter. E é dessa fonte que ele bebe, e você, leitor, compartilha dela assistindo os vídeos a seguir.

            

            



"É muito fácil pensar em blues. Logo vem a mente a imagem de uma mulher negra bem gorda cantando com um sentimento vindo do fundo de sua alma, não é?", questiona, ao ressaltar o perfil das blueseiras estadunidenses menos recentes.


"O blues vem se desenvolvendo bastante no Brasil. Há 17 anos, percebo que ainda faltam espaços, mas há um público fiel, revistas segmentadas e sites que são lançados. Tem uma galera que gosta deste tipo de música e que nos acompanha. Fico feliz por participar dessa crescente do estilo", incrementa.

A gaita da sorte


Marcio Maresia, desde criança, tinha vontade de aprender a tocar gaita. Conhecida também como harmônica, a gaita é um instrumento de sopro que emite som conforme o ar, soprado ou sugado, passa por palhetas de metal, dispostas em uma chapa e alocadas pelos dutos que devem ser soprados. Ela tem um som muito peculiar e encanta a quem escuta, que era o caso do então jovem.

Não se conhece a história do perdedor, mas a do vencedor é a seguinte...

Em uma escola, um estudante anônimo, perdeu sua gaita, ou então ela lhe foi tomada por algum professor incomodado, talvez o estudante desconhecido estaria usando para atrapalhar a aula, e caiu justo nas mãos da mãe de Maresia.

O instinto de mãe não falha e, o azar de um se tornou o lampejo de sorte do outro. O jovem ganhou de sua mãe esta gaita perdida, na altura dos seus 16 anos de idade.

Esta gaita, a princípio, se tornou o combustível de uma mente sedenta por arte e música. O rapaz se aventurou em meio aos discos de vinil, buscando aqueles que tinham gravações de gaitistas.Um deles era um "bolachão" de um cara chamado Robert Allen Zimmerman. Esse músico da cena folk music americana, neto de imigrantes judeus russos e que tinha o nome Bob Dylan estampando a capa dos seus discos e nas gravações, além de cantar, tocava violão e gaita.

O pai de Maresia foi quem lhe apresentou aquele que viria a ser seu "mentor inspirador". Um disco de Buddy Guy e Junior Wells foi o presente de seu pai. Imagine a cena: o jovem tira um disco enorme e preto como a noite de dentro da capa, coloca na vitrola, ajeita a agulha e ligava o som. Escuta-se a guitarra de Buddy Guy e uma voz característica de um homem negro cantando e, no meio da música, um solo de gaita executado com "todo o sentimento do mundo", segundo Maresia, por Wells. Coloque-se em uma situação, à sua maneira, e que seja similar a esta.


Maresia e a inseparável harmônica.
(Foto: cortesia do site)
Junior Wells é, até hoje, uma de suas maiores influências e, fico me perguntando, se o cara que perdeu a gaita talvez não a tenha perdido na escola, e sim numa encruzilhada? Bem, acho que não, pois Maresia nunca disse nada de ter garantido sua sorte com um pacto na encruzilhada, como fizeram alguns blueseiros do Mississipi, e isso é lógico, afinal, o gaitista está vivo.


Robert Johnson em uma de suas
duas fotos existentes.
 (Foto: Wikipedia)
Reza a lenda que Robert Johnson queria ser o melhor guitarrista de blues, ser reconhecido por sua arte. Johnson foi até uma encruzilhada, acompanhado de seu violão e uma garrafa de whisky barato, fazer um ritual de invocação do Diabo e lhe propor um acordo: ser o melhor bluesman em troco de sua alma. O som exageradamente alto de uma gaita anuncia a presença de um homem negro, vestindo terno e um chapéu, visual bem alinhado, surgiu no meio da encruzilhada - era o próprio. Este tomou o violão das mãos de Johnson, o afinou um tom abaixo e o entregou de volta. 


Robert Johnson morreu misteriosamente aos 27 anos de idade. Mistério ou prova de que o contratante do pacto veio reclamar a dívida de Johnson para com ele? Verdade ou não, ninguém ainda provou. Mas algumas músicas do precoce falecido entregam pistas, como por exemplo "Crossroads Blues" (Blues da Encruzilhada), "Hellhound On My Trail" (Cão do Inferno Atrás de Mim) e "Me And The Devil Blues" (Eu e o Blues do Diabo).


Quanto ao reconhecimento, se o pacto deve ter dado certo, porque o endiabrado músico é considerado pelos guitarristas da era moderna como o maior bluesman que já existiu na face da Terra. Johnson é influência para caras do naipe de Keith Richards e Eric Clapton.

Começa o espetáculo

Agora só restava juntar o lampejo de sorte com a combustão do talento, e dessa ignição artística surgir a semente do blues brasileiro. Um estilo musical tradicional dos Estados Unidos, o verdadeiro "som negão" da América, começar a enraizar  no Brasil.


Aos 18 anos Maresia já ministrava aulas de gaita, e como ele comenta,  foi um pioneiro no ensino do instrumento no Brasil. Sua primeira apresentação foi em uma escola de música, ao lado de outros gaitistas. A primeira oficial, a gloriosa, que marcou sua vida artística para sempre, foi em um shopping center em Jundiaí. Neste show Maresia sentiu a resposta do público que o prestigiava de forma que ficou tocado emocionalmente. O jovem não queria mais parar, não tinha mais limites para tocar sua gaita.


Maresia, jovem e com cabelo comprido, acompanhando solo de guitarra
com a gaita, em algum festival. (Foto: cortesia do site) 


A partir daí Maresia não tinha mais freio. As apresentações se tornavam habituais em SESCs e bares, onde, até hoje, possui receptividade. Tocou em festivais como Festival Internacional de Jazz de Natal (RN), o Bourbon Street Festival (SP) e o 1º Encontro Internacional da Harmônica. Além dos shows veio o reconhecimento, nacional e internacional, mesmo sem Maresia ter se apresentado fora do Brasil. Seu álbum solo, intitulado Mr. Powerharp, é considerado pela revista Blues 'n' Jazz um dos melhores do gênero já gravados em território nacional, além de ter sido elogiado pela SPAH-USA, a principal sociedade internacional de gaita.


Maresia no canto direito do palco do Festival Internacional de Jazz
de Natal - RN. (Foto: cortesia do site)