sábado, 12 de novembro de 2011

Moda masculina: jaqueta de couro

Artigo publicado originalmente no portal Moda Masculina - com edição

A jaqueta de couro é uma peça atemporal. Um casaco de cabedal dá ar de rebelde e de irreverência a qualquer homem. Apesar disso há muito espaço para errar ao escolher esta peça de roupa masculina. Tudo se resume ao talhe e ao encaixe. Uma jaqueta de couro deve estar relativamente justa e encaixar no corpo de forma a criar linhas direitas.

James Dean popularizou uso das jaquetas de couro. Foto: The selvedge yard

Hoje em dia as jaquetas de couro são diferentes das versões da década de 1950 e são feitas de couro de vitelo ou de cabra - em vez do cabedal de antigamente que fazia barulhos cada vez que o homem se mexia.

Uma sugestão é tentar um tamanho mais pequeno que costuma escolher normalmente. Veja como fica e como se adapta à forma do seu corpo. Nos ombros a jaqueta deve estar mais justa do que larga. A jaqueta deve acabar na sua cintura e não nas pernas. Verifique também se as mangas não estão grandes.

Foto: Divulgação



Estilos de Jaquetas de Couro

No que toca a estilos dos casacos de couro só existem três estilos que interessam. O estilo Fatigue, que tem dois bolsos no peito; o estilo Motocross, somente com dois bolsos na cintura; e o estilo Bomber, que tem uma linha nas mangas e um forro de lã.








Foto: Divulgação




Cores de Jaquetas de Couro

A cor também uma escolha importante. Preto é a escolha mais popular mas existem outras hipóteses a ser consideradas. Claro que uma jaqueta preta é uma boa escolha para um visual mais clássico e dá sempre uma onde de cool e de irreverência, mas com os tons de castanho chocolate e os castanhos mais claros disponíveis em todo o lado, porque não experimentar?

O castanho sempre foi uma escolha com mais estilo comparada com o preto formal, sendo versátil quando combinado com quase qualquer cor e ajuda a diferenciar dos imitadores do James Dean.

Outra coisa a ter em mente é que uma jaqueta de couro não é só para vestir quando está ao ar livre. Como você vai escolher um corte mais justo pode manter o casaco vestido em restaurantes, bares e discotecas – é como se fosse um blazer.


Formas de Vestir uma Jaqueta de Couro

Como sempre existem algumas formas de vestir uma jaqueta de couro que ficam sempre bem:

Pegue nas suas calças jeans preferidas (desde que tenham um tom mais escuro), junte uma camisa branca e uma gravata preta fina. Junte com um casaco preto e o seu par preferido de ténis brancos você fica com um visual entre o forma e o casual perfeito.


Justin Timberlake é um dos sinônimos atuais de se vestir bem. Foto: Site oficial Justin Timberlake
Com um casaco de cabedal castanho junte umas calças jeans mais largas, uma t-shirt com estampa que tenha uma base branca ou preta e meta uns ténis da converse ou uns ténis vintage. Junte uns óculos e um gorro cinzento para um conjunto descontraído.

Experimente uma camisa de uma cor ou às riscas. Vestir umas calças mais formais e uma camiseta mais casual também pode ser uma combinação boa. Aquelas calças azuis escuras ou cinzentas que você só usa para as entrevistas de emprego com uma t-shirt simples e uns sapatos formais podem ficar bem numa jaqueta castanha.

Uma jaqueta de couro é um elemento essencial no guarda-roupa de um homem. Esta peça de roupa masculina combina com quase tudo. É uma daquelas peças de roupa que você pode utilizar para combinar com peças mais efémeras que saem de moda na próxima estação. Os casacos de cabedal vieram para ficar!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O calcanhar de Aquiles de Sócrates

Artigo publicado originalmente no portal Quattro Tratti


Não são muitos os jogadores que conseguem ser eleitos como unanimidade quando se escolhem os 11 integrantes do melhor time de todos os tempos de um grande clube. Ele foi o único. Tampouco é fácil ser novamente unanimidade em um pleito que elege os dez maiores ídolos da história deste time. Ele, mais uma vez, foi o único. Também não é fácil estar entre os 125 maiores jogadores de futebol da história ainda vivos. Ele está. Campeão, ídolo e craque incontestável, Sócrates tem apenas uma frustração: sua passagem pela Fiorentina.


Destaque de um Corinthians multicampeão e um dos líderes do primeiro - e até hoje único - movimento social liderado e mantido por jogadores dentro e fora dos gramados, a Democracia Corinthiana, o Magrão, como era conhecido, jamais repetiu na Itália a genialidade que o consagrou com as camisas do Timão e da Seleção. Sócrates sofreu com diversos problemas - frutos de seu temperamento diferenciado ou não - e não foi, na Fiorentina, nem sombra do jogador que brilhou pelo Corinthians. Especulações não faltam para tentar explicar o insucesso, mas poucas são aquelas que realmente justificam a passagem tão apagada do meia pela viola.

Sócrates com a camisa da Viola. Foto: Site oficial Fiorentina


Os sucessos nos tempos de Corinthians e a classe com a qual se apresentou no Mundial de 1982, quando o Brasil caiu diante da Itália de Paolo Rossi, fizeram de Sócrates um objeto de desejo no Velho Continente. Bom para a Fiorentina, que em 1984 conseguiu levar o jogador para atuar no Artemio Franchi. O sonho da equipe de Florença era ter o mesmo sucesso que a Roma, que brilhava sob o comando de Falcão, parceiro do ex-corinthiano e também um dos responsáveis por encantar o mundo com a seleção de Telê em 82. O plano, porém, não saiu do papel e se tornou em uma das grandes frustrações da história viola - e também da carreira do Doutor.

A temporada de 1984-85 não foi nada boa para a Fiorentina. O time ficou apenas com a nona colocação do Italiano, sem chance alguma, ao longo de todo o campeonato, de sequer encostar nos líderes e entrar na briga pelo scudetto. O futebol longe do ideal apresentado pelos gigliatti também foi notado em Sócrates, que por não repetir as grandes atuações que o consagraram no Brasil, terminou o ano apontado como o grande culpado pela campanha pífia de seu time. Foi o estopim para que o Magrão deixasse a Itália e voltasse ao Brasil - onde, mesmo jogando em grandes times, nunca mais voltou a repetir o sucesso dos tempos de Corinthians.



Sócrates durante Copa do Mundo de 1982, quando Brasil acabou eliminado pela Itália de Paolo Rossi. Foto: Site oficial CBF


O caminho até sua saída, no entanto, não foi nada curto, apesar de ter durado apenas um ano. O problema começou ainda no Brasil. Sempre foi sabido que Sócrates odiava concentrações, treinos físicos e todas as atribuições cotidianas da vida de um atleta. Era visto fumando e bebendo com frequência, principalmente nos tempos em que, líder da Democracia, foi um dos responsáveis por acabar com concentrações no Corinthians. Na Fiorentina, porém, nada disso deixava de ser feito para satisfazer as vontades de qualquer jogador. Resultado disso foi uma dificuldade imensa para que o Magrão voltasse a se adaptar às tarefas que não estava mais acostumado a realizar.

A insatisfação com os treinamentos puxados que aconteciam em Florença e com o regime muito menos liberal imposto pela Fiorentina, porém, eram apenas a ponta do iceberg. Mais para baixo estavam dois problemas um tanto quanto maiores que Sócrates enfrentou e que, para muitos, foram os grandes responsáveis por seu fracasso na Itália.

Em primeiro lugar estava um imbróglio que o próprio Doutor criara: assim como outros tantos craques, o meio-campista era adepto assíduo da noite italiana. Sua presença em festas era semanal - quando não diária - e atrapalhou muito seu rendimento dentro dos campos. Não só pelo desgaste natural que esses eventos proporcionam, mas também pela perseguição da imprensa local, que aumentava a cada jogo ruim - ou até mesmo não tão bom - que o jogador realizava.

No Brasil, camisa 8 foi ídolo do Corinthians durante décadas de 1970 e 1980. Foto: Arquivo O Estado de S. Paulo

Somada às baladas e à perseguição da imprensa estava um suposto relacionamento ruim com o restante da equipe. Nunca confirmado oficialmente, o mal estar entre Sócrates e seus companheiros teria começado quando o Doutor teria dado a entender que desconfiava que alguns de seus colegas estariam envolvidos em um novo escândalo como o Totonero, acontecido em 1980. Um ano após a saída do meio-campista da Fiorentina, em 1986, seria revelado mais um escândalo deste tipo, mas sem nenhum jogador ou dirigente da viola envolvidos. O fato é que a antipatia de seus companheiros - talvez não só pelas suspeitas em questão - fizeram com que o Magrão ficasse sozinho em Florença. Passou, então, a deixar o futebol de lado e aproveitou a oportunidade para se aprofundar na história da arte, realizando cursos durante sua estadia na cidade.

Batizado com o nome de um dos mais famosos filósofos gregos, Sócrates viveu na Itália uma pequena tragédia helênica. O meia teve em sua passagem pela Fiorentina a imagem perfeita de uma das mais famosas histórias gregas: a viola foi para Sócrates o que foi o calcanhar para Aquiles na mitologia.

TV Bandeirantes relatou vida de jogador durante estadia em Florença:



A Coquelux antecipa o Natal para você

Artigo publicado originalmente no portal Homem na Cozinha

Em julho tivemos aqui no Homem na Cozinha uma participação do clube de compras Coquelux. Na ocasião tínhamos alguns produtos bastante ligados à nossas receitas em preços bastante diferenciados (tão diferenciados que eu fiz uma super compra de vinagres e diversas opções de sal e temperos).

Eis que agora, na véspera do Natal, a Coquelux volta com algumas agendas que podem interessar bastante aos nossos leitores.

Para quem não conhece, a Coquelux é um clube de compras de produtos selecionados e de altíssima qualidade, com frequentes eventos. Por ser um clube de compras, é necessário receber um convite para associação (sim, todos os links que apresentamos aqui são convites para você que não tem cadastro) e verificar os eventos de seu interesse.

Como já disse anteriormente, o Natal está chegando e nada melhor que essa super oportunidade para comprar vinhos, massas, azeites e queijos das lojas Vinea e Caseus com excelentes descontos. Você pode comprar para presentear alguém ou para garantir as ceias de festas de final de ano.

Selecionei abaixo alguns produtos que julguei interessantes, mas recomendo que você faça o cadastro e conheça todas as linhas de produtos, pois os preços estão realmente excelentes.


Reprodução



A Sommelier Eliana Araújo define esse vinho Monte Reale Sangiovese: Um rubi intenso, sabor de cerejas maduras com bom frescor, taninos potentes com estrutura para acompanhar carnes untuosas, risotos, massas.
Temperatura de serviço deve ser entre 16 graus a 18 graus, abrir com 20 minutos de antecedência.Ele permite guarda, isso é, você pode comprar para deixa-lo um tempo em sua adega.Preço Coquelux – de R$ 42 por R$ 28.





Reprodução




Esse vinho Malbec, o Pasion 4 Malbec da região de Mendonza possui 88 pontos na graduação de Robert Park que o definiu assim: Rubi intenso com brilho e limpidez.
Um vinho expressivamente frutado, com boa integração de passagem em carvalho americano.Os frutos vermelhos associados as notas de baunilha e chocolate são oriundos do carvalho, este tempo deixou os taninos muito aveludados.Esse é um vinho pronto, isto é, você pode consumi-lo nesse natal. Preço Coquelux: de R$ 42 por R$ 32.






Reprodução



Esse espumante Espanhol – Cava Castell D Olerdola Brut – é uma excelente opção para a celebração das festas de final de ano.

Estas uvas são ideais para surpreender convidados e degustadores experientes, um espumante com boa frutuosidade, notas cítricas que lembram lima/limão com de panificação muito elegantes. O perlage é fino e finaliza com delicado mouse, a temperatura de serviço deve ser entre 08 graus a 10 graus.
Um espumante que pode ser degustado com finger foods, entrada saladas, sashimi, peixes , ostras e mariscos. Para finalizar a salada ou peixe branco, adicione um fio dourado de azeite com tartufo bianco. Preço Coquelux: de R$ 49 por R$ 33.



O artigo, na íntegra, pode ser consultado no link.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bodas de Prata: Obrigado, Sir!

Texto publicado, originalmente, no fã clube brasileiro do Manchester United.

Ao falarmos em futebol, logo lembramos dos jogadores mais bem remunerados, das contratações milionárias e dos gols mais bonitos que assistimos. É raro destacarmos o trabalho de um treinador como o grande fator de uma conquista. Dificilmente percebemos o quanto um técnico pode acrescentar para a prática deste esporte. Porém, Alex Ferguson é o oposto disso tudo e pode ser considerado um dos personagens principais da história de um clube. Estar no comando há tanto tempo é algo raro no futebol, principalmente no Brasil, que observa a ruína de profissionais a cada derrota dos seus respectivos times.


Alex Ferguson pode e deve ser considerado o principal responsável por promover o nome do Manchester United ao topo, consagrando o clube como um dos mais conhecidos e bem sucedidos do planeta. Mascar seu "chicletinho" durante todas as partidas está longe de ser a única marca do seu trabalho. O "velhinho" é o grande autor da reformulação ocorrida no clube no fim dos anos 80. A remodelação na estrutura do grupo de jogadores e da política de contratações foi responsável pela construção de gerações que possibilitaram inúmeras conquistas. Além disso, como treinador, ninguém ganhou mais títulos do que ele na história do futebol inglês. Nenhum outro técnico permaneceu por tanto tempo no time de Old Trafford. Foi o primeiro técnico de um time inglês a ganhar a Tríplice Coroa (Premier League, Copa da Inglaterra e Champions League).




Ferguson ultrapassou Sir Matt Busby, e agora é o técnico mais longevo da história do United / Site oficial Man Utd


O 19º título do Campeonato Inglês foi o ápice dessa trajetória vitoriosa. Se no início da década de 90, alguém tivesse a audácia de falar que o United ultrapassaria o Liverpool em número de títulos ingleses, certamente, seria considerado um tremendo desvairado. O último título dos Reds, em 1990, deixava o placar em 18 a 7 para o time da terra dos Beatles. E, para completar, o United não conquistava a competição desde 1967. Entretanto, hoje, 21 anos depois, o marcador é 19 a 18 para os Red Devils.


Portanto, com tais fatos e conquistas, ouso a dizer que, até hoje, ninguém é maior do que Sir Alex Ferguson na sua área de atuação. Homenagens, prêmios e reverências são fundamentais para premiar a carreira de um homem que, com o tempo, aprendeu a vencer e tornou-se referência na sua profissão. Faltarão premiações e condecorações para simbolizar tudo aquilo que Sir Alex Ferguson é, não só para o Manchester United, mas também para o futebol. Responsável pela seguinte frase: "Nenhum jogador é maior do que o clube", ele tem razão. Nenhum jogador é maior, porém ele mesmo provou que um treinador pode ser tão grande ou até maior que um clube. Parabéns, Sir. Que esse casamento vitorioso com o Manchester United dure por muitos anos.

"Se por trás de todo homem existe uma grande mulher, por trás do United existe mais que um excelente treinador, existe alguém que ama o que faz e tem sucesso comprovado".


SAF, como é chamado entre os torcedores, também tornou o United a equipe com mais títulos ingleses da história / Site oficial Man Utd


Um escocês de 69 anos, ganhador de quase 40 troféus que está há um quarto de século comandando um dos maiores clubes do planeta. Mais de 1.400 partidas, tornando-se, assim, o treinador que permaneceu por mais tempo à frente do Manchester United. Este é Sir Alex Ferguson, que, no último sábado, 5, completou 25 anos à  frente do time vermelho de Manchester.



Confira vídeo em homenagem a carreira do Sir abaixo: